Construtores da Joaquim
A Feira de São Joaquim não se resume ao intercâmbio de mercadorias; ela é o lugar de fundação onde a Bahia se reconhece e se reconstrói. Sobre o chão de barro, dendê e sal, ergue-se uma arquitetura humana composta por trajetórias que atravessam gerações. Construtores da Joaquim investiga esse ecossistema de permanências onde a feira pulsa como o umbigo da Bahia, o centro de gravidade para onde converge a matéria viva e as histórias vindas de todas as regiões e sub-regiões do estado.
Neste projeto, a fotografia abandona o registro documental para buscar a estrutura silenciosa dos encontros e a geometria de forças que sustenta o cotidiano. As imagens revelam uma dignidade absoluta que se impõe na fusão do sagrado com o visceral, na tensão da vida que habita tanto a reverência da fé quanto o instinto da fome. O corpo aqui é suporte, ferramenta e monumento.
Através do olhar, a feira deixa de ser apenas comércio para se tornar crônica de resistência: o ponto onde o deboche, o riso e o trabalho formam a argamassa invisível que mantém viva a pulsação de quem a constrói.
Entrada
Aparição
Deboche
O signo do tapa-olho
Craque 10 no banco
Fé ou canja?
Habeas Corpus: fé
Emburacou?
Tudo que preciso